29.7.08

Novas mídias mas não tanto.

Depois do conteúdo gerado pelo consumidor, é a vez da mídia paga pelo consumidor.
O grupo político Get FISA Right, dos Estados Unidos, criou um comercial de 30" contra o grampeamento (isso existe?) de telefones e qualquer outro meio de comunicação. O interessante é que esse comercial é veiculado com grana doada por quem apóia a mesma causa.
Ou seja, você faz a doação pela internet, através do cartão de crédito, para que o comercial vá ao ar na CNN ou outras redes de comunicação de lá.

A idéia surgiu em um site de pessoas que apoiam o candidato Obama. Curiosamente, foi criada para tentar dissuadir o futuro presidente de votar a favor de uma medida que legaliza e facilita esse tipo de processo.
Infelizmente, Obama votou a favor.

Saindo do campo do conteúdo e indo para o meio.

Me parece que uma iniciativa dessas só funciona quando a idéia vendida não é puramente comercial. Esses caras pagam para dar voz a uma coisa em que acreditam, e que tem força suficiente para mudar a vida de alguns deles, já que a privacidade dos americanos ficaria prejudicada.

Não consigo pensar em nenhuma marca que teria o poder de ter seu comercial veiculado através da doação de consumidores.

Aparentemente, existem limites frio que a propaganda nunca vai ultrapassar. E enxergar eles pode ser uma maneira de não pesar a mão em uma idéia que corre o risco de parecer falsa e forçada.

Ou seja, é bom saber que a propaganda não vai chegar a muitos lugares. Pelo menos isso dá uma idéia de até onde ir.

fonte da bagaça: Wired.

Um comentário:

Bárbara disse...

"Ou seja, é bom saber que a propaganda não vai chegar a muitos lugares. Pelo menos isso dá uma idéia de até onde ir".

gostei disso, seu rech.
muito bom ;)