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4.7.08

Fim

Quando eu era pequeno, era fascinado pelas coisas de fora da Terra.
Meteoros, estrelas, constelações, ETs, UFOs e o resto dessas bagaças.
Tinha até uma coleção de livros do Carl Sagan, introduzindo vários desses assuntos. Ao invés de imaginar de dentro pra fora, minha cabeça fazia o contrário.

E vez ou outra, algumas questões maiores pipocavam. Eu sempre ficava assustado com a possibilidade do fim instantâneo, de um asteróide gigante destruir o planeta inteiro.

Trauma dos nossos antepassados na época dos dinossauros, eu acho.

O Update or Die postou uma produção do Discovery Channel contando o que aconteceria caso isso acontecesse hoje. Como já aconteceu 6 outras vezes no passado.



Acho foda que, quando vejo esse tipo de coisa, não me dá uma sngústia porque o mundo que eu conheço acabaria. O que me perturba é que o mundo todo se transformaria em cinzas. Todas as coisas que ninguém nunca vai entender, os lugares que ninguém nunca visitou. E o pior, nenhuma possibilidade de que a gente continue. Começar do zero.

Por isso:

2.6.08

Think diferent.

Há milhões de anos atrás, um bando de gente resolveu pensar diferente: ao invés de correr atrás de comida indefinidamente, por que não ficar em um só lugar e produzir a comida ali mesmo?

E pimba. Tava criada a civilização.

Dickson Despommier é um cientista que há mais de dez anos vem falando que o futuro da agricultura é plantar para cima, e não para os lados.
E só agora algumas pessoas começaram a ouvir.

Um terço do planeta é destinado para a plantação de alimentos, de forma horizontal.
Se, de uma hora para outra, uma parte dessa quantidade fosse transformada em plantação vertical, através de prédios com estufas, teríamos muito mais espaço para as próximas gerações.
E, principalmente, mais espaço para cobrir de verde. Florestas mesmo, que podem diminuir o aquecimento global a medida que crescem.

Um dos grandes investidores do negócio, por incrível que pareça, é a China.
Um país que convive com um crescimento assustador tem tudo para apostar em soluções diferentes, que não prejudiquem seu avanço, e nem o planeta.

A Wired entrevistou Dickson, (link aqui) e dá pra ver que tudo o que o cara fala é sério e viável.